Usando a psicologia para atrair fãs fiéis

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail

A música é uma das poucas indústrias construída inteiramente pela força de fãs. Nossos produtos e serviços não são funcionais e raramente são tangíveis. Em vez de cumprir uma necessidade material, muitas vezes elas cumprem uma emocional. Mesmo o ato de comprar uma camisa de banda deriva mais lealdade do que utilidade. Os fãs são a razão da existência da indústria da música.

Quem são esses fãs?

Mas quando existem centenas de milhares de pessoas que ouvem música no Soundcloud, Youtube e afins, mesmo com o Spotify e a Apple Music lutando para ter assinantes que paguem para ouvir músicas via streaming, sabemos que poucos ouvintes realmente querem pagar para ouvir música e esse cenário é cada vez pior. Bem, onde estão esses fãs que alimentam e mantém a indústria de pé?

Estudos e discussões na música muitas vezes tratam todos os ouvintes como “fãs”, mas é algo enganoso, pois nem todos os fãs são criados iguais. Ouvintes casuais não são susceptíveis a comprar música ou ingressos pra shows, enquanto alguns fãs leais irão comprar VIP e meet & greets do outro lado do mundo para ter a chance de ver o seu artista favorito.

Criar uma renda sólida na indústria da música significa focar o segmento pequeno de fãs leais dentro da grande massa de ouvintes de música.

O quão pequeno é este grupo de fãs leais?

Um fã leal pode valer muito mais que milhares de ouvintes casuais. Então como você conquista esses fãs, os fãs LEAIS?

Para encontrar a resposta, vamos analisar a indústria dos esportes…

Felizmente, para nós, música não é a única indústria que existe no apoio de fãs leais. Na América e ao redor do mundo, a indústria organizada dos esportes é significantemente maior que a indústria da música, que equivale a 48 milhões de dólares nos EUA e 15 bilhões apenas nos EUA, enquanto que a indústria dos esportes equivale a 120 bilhões de dólares no mundo inteiro e 50 bilhões nos EUA.

Na indústria do esporte, dezenas de milhares de pessoas são empregadas para aumentar o número e a intensidade dos fãs de esportes. A indústria do esporte tem estudado em psicologia com muito mais rigor e frequência do que a indústria da música e qualquer esforço para entender melhor os fãs exigirá pelo menos algum tempo gasto com pesquisas de marketing esportivo.

Esportes e música são movidos de emoção. Mas também, por patrocínio, eventos, merchandising, mídia, influências sociais e popularidade.

O que as pesquisas de marketing esportivo têm a dizer sobre a psicologia do fã?

 

Em 2001, Daniel Funk e Jeff James publicaram um artigo da distorção na Gestão do Desporto. A dupla de pesquisadores, representando a Universidade do Texas e da Universidade de Illinois, delineou um novo modelo da psicologia de fãs que explica exatamente como um fã casual se torna um comprometido. Sua inovação é o Modelo psicológico Continuum (PCM), e isso explica o por que de os fãs acordarem às 6h para se pintarem de azul e cantar por horas fora do estádio antes de um jogo de futebol.

Os pesquisadores afirmam que essa psicologia deve ser vista como uma escada. Cada nível possui uma diminuição do número de fãs, que podem subir os degraus de uma maior lealdade, mas que também podem descer, quando uma equipe executa mal.

Uma fração desses fãs do topo da escada fazem parte de um grupo de fiéis, como se fossem uma aliança, ou a obrigação de ser leal (Allegiant). Estes são os 2% dos clientes identificados no estudo Boston Consulting. Eles são os fãs que compram VIP ou Meet & Greet . Eles são os únicos que possuem todos os álbuns do Pink Floyd em vinil, cassete e CD. O objetivo final do marketing de esportes – e de artistas – é crescer sua base de fãs allegiant.

Mas como pode um artista mover seus fã do nível mais baixo da escada até o topo?

O primeiro andar: Consciência

Antes de qualquer coisa, um fã em potencial deve ter consciência da sua música. A descoberta de música ocorre em todos os pontos durante a vida de uma pessoa, mas é pronunciado especialmente durante os adolescentes e pessoa de vinte e poucos anos.

Funk & James reconheceram que, na infância, as preferências esportivas são principalmente impulsionadas pela família. Geralmente, você se torna fã de futebol devido ao seu pai ou os demais membros da família gostar também. Conforme você cresce, as preferências vão mudando. Sua família leva menos precedência e pares e meios de comunicação social se tornam a principal fonte de entrada.

Ao longo da vida, os fãs de esportes se tornam conscientes na maioria das vezes através de agentes sociais. Esses incluem:

– Família

– Amigos

– Escola

– Comunidade

– Proximidade geográfica

Agentes sociais certamente não são os únicos caminhos a seguir. Media é uma suplente e poderosa fonte de consciência:

– Promoção de mídia

– Mídia social

– Programação e publicidade

– Eventos especiais

Música progride, talvez com uma maior ênfase nas emissoras (blogs, rádio e televisão). Mas esse andar é onde a maioria de seus “fãs” está destinada a ficar.

A consciência não é certamente a mesma coisa que ser um fã. O próximo passo na escada é atração – e é aí que as coisas começam a ficar interessantes.

Acesse: www.guitarpedia.com.br

 

O segundo andar: Atração

Assim como um indivíduo começa a distinguir entre as equipes, aprende as regras do jogo, sabe os nomes das equipes, e compreende diferentes níveis de esporte, ele ou ela se movem em direção à atração. – Funk & James

O mesmo processo acontece na música. À medida que você começa a prestar mais atenção a um gênero, você reconhece as diferenças entre artistas e subgêneros. Enquanto você notar diferenças, você começa a formar as preferências – e é assim que você reconhece a sua preferência por um artista ou gênero que você atingir o nível de atração.

As preferências são na maioria das vezes, impulsionadas por uma das quatro coisas:

– Impulso social: Crianças torcem pro time do pai, ou pessoas que se mudam para uma outra cidade e torcem pro time local

– Performance: Se tornar um fã durante uma temporada excepcional, ou admiração em um atleta em especial

– Media: Os atributos promovidos dos jogadores, do time, ou do esporte em si.

– Conveniência: viver perto do estádio, ou pelo fato dos jogos do time passarem com frequência na TV

O mesmo pode ser atribuído na música, apesar do nível de admiração está em sua maioria das vezes no nível do artista, e não do gênero. Ao exemplo de artistas pop teen, que tem um “hit” e de repente “todos” gostam dele. Anos depois, ele volta com outro hit e esses fãs voltam (somando alguns novos).

O mesmo pode ter um efeito negativo, no caso dos esportes, quando uma equipe vai mal, a torcida pode deixar de comparecer aos estádios, durante um tempo. Quando uma banda faz um álbum abaixo da média de sua qualidade, os shows podem vender menos.

Por isso, é importante ser constante e manter sua base de fãs leais, pois eles são os que irão nos shows, comprar merchandising e etc. Estarão lá para te apoiar com dinheiro, contanto que você os leve para uma boa experiência através da sua música e claro, ajudar a aumentar sua base de fãs, indicando sua música para outras pessoas.

Para mais artigos como esse, acesse: www.guitarpedia.com.br

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube