Os Guitarristas Brasileiros que Ganharam o Mundo Pt1

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É comum vermos os estudantes de guitarra de todo o globo se espelharem em guitarristas norte americanos, ou europeus como seus maiores ídolos. Isso se deve pelo fato de o instrumento ter sido criado nos Estados Unidos, e os estilos musicais em que ela mais se faz presente também serem estilos genuinamente da terra do tio Sam, como o Blues, o Rock e o Jazz.

Até décadas atrás em um mundo menos globalizado, as grandes novidades como novas bandas e novos equipamentos sofriam um grande atraso para chegar a países como o nosso, com menor desenvolvimento. E coisas como a melhor distribuição de renda destes países, e suas cargas tributárias afetando menos a sua população, faziam com que certos produtos, como guitarras e amplificadores de alta qualidade fossem uma raridade por aqui.

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Porém existem alguns guitarristas Tupiniquins que venceram toda essa desvantagem e se tornaram referência mundial no mundo da guitarra. E agora vamos conhecer estes guitarristas brasileiros mais bem sucedidos ao redor do mundo.

Toninho Horta

Antônio Maurício Horta de Melo nasceu em 2 de dezembro de 1948 em um berço musical. Seu avô materno, João Horta, era maestro e deixou sua marca em algumas cidades mineiras, como compositor de música sacra e popular. Além disso, Toninho teve, em sua formação autodidata, forte influência da mãe e de seu irmão mais velho, o baixista Paulo Horta, que liderou, nos anos 50, o Jazz Fã Clube – seleto grupo de músicos mineiros que difundia o melhor do jazz em Belo Horizonte.

Músico profissional aos 16 anos, incentivado pelo irmão, Toninho começou a tocar na noite belo-horizontina. Nesta época conheceu Milton Nascimento e logo se tornaram parceiros com o samba-canção “Segue em Paz” (letra de Bituca). Mais tarde, com Milton e outros companheiros, participou do Clube da Esquina, álbum que marcou a MPB nos anos 70.

Após sua transferência para o Rio de Janeiro, no final dos anos 60, Toninho projetou-se no mercado nacional. Nos anos seguintes, entre Minas Gerais e Rio, trabalhou em centenas de gravações, ao lado de muitos artistas consagrados. Entre tantos, Gal Costa, Nana Caymmi, Elis Regina, João Bosco e seu amigo de Minas, “Bituca”.

O Reconhecimento Internacional

No início dos anos 80, Toninho teve sua primeira experiência tocando com músicos de jazz em Nova Iorque e realizando estudos na Juilliard School, no Lincoln Center. Nos anos 90, radicado em Nova Iorque, o músico consolidou sua arte no exterior. A partir daí, seguiu viajando ininterruptamente para o Japão, Coréia do Sul e vários países da Europa, onde tocou com grandes nomes internacionais. O virtuosismo de sua guitarra deu-lhe, em 1977, o prêmio de 5º melhor guitarrista do mundo pela revista londrina Melody Maker, e o 7º melhor, em 1988, consagrando-o como um dos mais admirados músicos das últimas décadas.

Além do reconhecimento pela crítica mundial e por músicos de toda a parte do planeta, Toninho leva na bagagem 25 CDs lançados, de sua autoria.

Pepeu Gomes

Pedro Anibal de Oliveira Gomes, Nasceu em 7 de fevereiro de 1952, e começou a ter contato com a música desde muito cedo, pois seu pai tocava em uma orquestra de bailes e sua mãe dava aulas de piano.

Assim, cresceu ouvindo músicos como Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Canhoto da Paraíba. Aos nove anos inventou o seu primeiro “instrumento”: um cabo de vassoura (que costumava utilizar para brigar na rua) com um barbante amarrado nas extremidades. Mais tarde ganhou um violão onde aprendeu a tocar de ouvido.

Os novos Baianos

Com 17 anos Pepeu fugiu de casa e formou sua primeira banda profissional, chamada “Os Minos”, que chegou a lançar um compacto simples, mas por todos os integrantes serem menores de idade, não progrediu. Na década de 70, com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Baby Consuelo formou o grupo “Novos Baianos”, no qual tocava guitarra, compunha músicas e fazia os arranjos juntamente com Moraes.

Após a gravação do primeiro disco dos Novos Baianos, Pepeu passou a estudar profundamente a música brasileira em ritmos como samba, frevo, choro e maracatu, aprendendo também a tocar bandolim.

Pepeu partiu para a carreira individual com o final do grupo, por volta de 1978, gravando seu primeiro disco solo “Geração do Som”. Na mesma época tocou com Gilberto Gil no Montreux Jazz Festival na Suíça, que foi registrado no disco “Gil ao Vivo em Montreux”. Em 1979, Pepeu Gomes lança seu segundo disco “Na Terra a Mais de Mil”, sendo sua estreia como cantor. O disco tem grande sucesso de vendas e possui o hit “Meu Coração”. Em 1980 devido a sua elogiada performance em 1978, é convidado novamente para o festival de Montreux, desta vez individualmente.

Pepeu tem como um dos pontos altos de sua carreira o festival Rock n Rio de 1985, onde mesmo encontrando uma plateia hostil com a maior parte dos artistas brasileiros, Pepeu foi ovacionado e reconsagrado.

Com o passar das décadas a fama de Pepeu chegou tão longe, que segundo o próprio ele foi convidado para integrar as bandas americanas como Megadeth e Living Colour. Em 2011, em um programa exibido pelo canal MTV, Pepeu Gomes admitiu que recusou os convites pois seria apenas um músico contratado. Segundo ele, só sairia do Brasil para ser integrante fixo da banda e não como um empregado.

Romero Lubambo

Romero Magalhães Lubambo, nasceu no Rio de Janeiro em 28 de novembro de 1955, onde começou a aprender piano clássico em uma idade muito precoce, e aos 13 anos, começou a aprender violão clássico, no conservatório muiscal Villa-Lobos, onde se formou.  Romero também se graduou em engenharia na Universidade PUC do Rio de Janeiro.

Mudança para Nova Iorque

Em 1985 Lubambo se mudou para Nova Iorque, e foi nos Estados Unidos onde ele consolidou a sua carreira como um requisitado side man trabalhando para grandes nomes do jazz e música brasileira como: Herbie Mann, Mark Weinstein, Marisa Monte e Diane Reeves.

Romero também criou uma sólida carreira solo lançando inúmeros CDs e sendo convidado para gravar e dividir o palco com uns dos maiores nomes da guitarra mundial como Mike Stern e Pat Metheny.

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