A Escala Diminuta

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É muito comum em algum estágio do desenvolvimento musical da guitarra, o estudante entrar em algumas armadilhas ao longo do caminho, como por exemplo, achar que ser um instrumentista muito veloz o diferencia e o coloca acima dos demais. É claro que ter um alto nível de habilidade no instrumento é importante, mas quando isso se torna o único foco pode comprometer a sua evolução em todas as outras áreas.

Outra paranoia comum para alguns guitarristas acontece no momento de estudar improvisação sobre uma harmonia mais complexa. Nesse estágio muitos se preocupam em mostrar ao ouvinte conhecimento sobre todas as escalas possíveis e imagináveis. Essas escalas menos populares, podem e devem ser usadas, porém com maturidade e parcimônia, já que em muitos casos a pentatônica ou o simples arpejo do acorde poderiam ter um efeito ainda melhor.

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Diminuta ou Octatônica?

Uma escala que já impressiona só pelo nome, e que é muito utilizada principalmente pelos jazzistas é a Escala Diminuta, também conhecida por escala Octatônica (tem esse nome, pois a escala possui oito notas e não apenas sete como a escala diatônica).

A Escala Diminuta assim como a Cromática, Dom Dim e a Hexafônica é uma escala simétrica, ou seja, apresenta sempre a mesma disposição de intervalos.

A escala diminuta é simétrica e varia em:

Tom – Semitom – Tom – Semitom – Tom – Semitom – Tom – Semitom

Pelo fato das inversões de um acorde diminuto gerar outros acordes diminutos, conclui-se que uma escala diminuta serve para quatro acordes diminutos.

Por Exemplo: Escala Diminuta de G servirá para os acordes Gdim – A#dim – C#dim – Edim.

Desenho da escala diminuta

Veja abaixo um exemplo de digitação para a escala diminuta de Dó:

diminuta1

Notas: C, D, D#, F, F#, G#, A, B

Já que essa escala se repete a cada um tom e meio, vamos conferir a escala diminuta de Ré#:

diminuta2

 

Onde utilizar a Escala Diminuta?

É óbvio pensar que a escala diminuta pode ser tocada em cima do acorde diminuto, acorde esse que aparece no sétimo grau do campo harmônico menor, com as alterações sofridas pela escala menor harmônica.

Mas como o acorde diminuto reaparece a cada um tom e meio, devido a sua simetria, o mesmo pode ser pensado para a utilização da escala, reiniciando-a a cada um tom e meio.

Observe novamente a rotação do acorde diminuto em Sol: Gdim – A#dim – C#dim – Edim.

Outra aplicação para a Escala Diminuta

O acorde diminuto cai muito bem como diminuto de passagem entre um acorde maior e um menor. Por Exemplo: C – C#DIM – Dmenor.

Portanto a Escala Diminuta poderia ser utilizada em cima desse acorde de Dó# diminuto. Porém nós também poderíamos utilizar a escala de Dó# diminuto mesmo se o acorde diminuto não fosse presente na Harmonia, apenas C – Dm. Nesse caso estaríamos tocando em cima de um acorde ‘virtual’ que existe na cabeça do improvisador, mas não é tocado na base da música.

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